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Remédio da AME ganha preço e já pode ser vendido no país
Mas o valor causou revolta dos pais


Por Luan de Bortoli
Em 14/11/2017 - 09h37 - Atualizada em 14/11/2017 - 16:16



Depois de ter registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em agosto deste ano, o remédio Spinraza — único no mundo capaz de tratar Atrofia Muscular Espinhal (AME), uma doença genética rara que paraliza bebês — finalmente recebeu preço no Brasil. Isso permite que ele possa ser comprado dentro do território nacional. No entanto, o alto preço frustrou as famílias de crianças com o problema: as seis doses necessárias para o primeiro ano de tratamento, para casa dose individual, é R$ 364.565,98.

Os critérios para definir os preços de medicamentos novos no Brasil seguem regras de 2004, que, entre outros pontos, exigem que se leve em consideração os preços estabelecidos em outros nove países —Austrália, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Itália, Nova Zelândia e Portugal. Com isso, a tendência é adotar por aqui o menor preço praticado entre esses países.

De fato, até agora, as famílias que tiveram que importar o medicamento de países como os EUA chegaram a pagar quase R$ 3 milhões pelas seis primeiras doses, incluindo os impostos relativos à importação. Em Concórdia, são sete famílias que convivem com crianças com a AME.

Embora esse valor esteja, agora, bem reduzido, muitos pais acreditam que é possível para o governo brasileiro adotar um preço ainda menor, especialmente se abrir mão de impostos como PIS, Cofins e ICMS, que estão embutidos nesse valor.

O preço do remédio teve aprovação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) da Anvisa na última sexta-feira, dia 10, e a empresa que produz o medicamento, Biogen, enviou nesta segunda-feira, 13, uma carta para Garrido informando a decisão sobre o valor do lote de doses.



Fonte: O GLOBO




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